Por Amanda Garcia / CNN
O reestabelecimento do Fundo Amazônia é de importância vital para combater o desmatamento ilegal.
Esta é a avaliação do presidente do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental, Carlos Bocuhy.
No último domingo, o presidente Lula assinou um decreto que reestabelece o mecanismo, criado em 2008 para financiar projetos contra o desmatamento, mas que está parado desde abril de 2019.
Bocuhy afirmou que, com a liberação, haverá mais de “3 bilhões de reais para monitoramento, fiscalização e financiamento de projetos e programas para estados e municípios”.
Com isso, segundo ele, será possível “constituir políticas públicas com amplo financiamento contra o desmatamento ilegal.”
O especialista destaca que a região amazônica tem criminalidade elevada, que “exige medidas em várias frentes”.
“Destaco a importância para monitoramento e comando e controle, estabelecimento não só da questão financeira, mas um sistema de investigação que envolva Polícia Federal, Ibama e órgãos ambientais dos estados”.
A eficiência da aplicação de recursos do Fundo Amazônia, para Bocuhy, depende de “uma gestão inteligente da fiscalização na Amazônia”.
Durante o novo governo Lula, o presidente do Proam acredita que a proteção do bioma será “prioridade do Brasil.”
“Diante da importância que a Amazônia tem para a América do Sul, como driver de água para o continente e responsável pelo controle climático, ela será nossa prioridade.”
Segundo Bocuhy, a escolha de Marina Silva para ocupar o ministério do Meio Ambiente é positiva, já que ela é “o melhor nome politicamente pelo respaldo internacional, que trará atração de recursos internacionais e passa credibilidade”.