“Saúde é o bem mais precioso da vida do ser humano”

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Prefeito de Manaus, David Almeida, diz estar aprendendo muito com o enfrentamento à pandemia de Covid-19, e que vai transformar Manaus numa cidade melhor para se viver.

Foi deputado estadual por três mandatos consecutivos, sendo eleito Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas para o biênio 2017/2018. Em 2017 foi governador interino do Amazonas. Foi eleito Prefeito de Manaus em 2020. Na entrevista exclusiva concedida a PIM Amazônia, David fala de mobilidade urbana, das obras nas vias do Distrito Industrial, do enfrentamento à pandemia e da compra de vacinas. Confira.

Revista PIM Amazônia – Qual a situação atual da obra de revitalização das vias do Distrito Industrial? Existe uma data prevista para a sua conclusão?

David Almeida – Em conversa entre as empresas que venceram a licitação, a Suframa e a Prefeitura, ficou determinado que a volta dos trabalhos de recuperação seria dia 05 de abril. Nossa expectativa é que isso aconteça e que após esse retorno, em sessenta dias nós possamos estar entregando o Distrito Industrial todo revitalizado com relação às suas vias. Isso se a chuva deixar. Nosso problema além de dirimir as questões burocráticas e contratuais, é que ao voltar no início de abril, estamos no final do inverno, período onde ocorre maior incidência de chuvas em nossa cidade. Mas já tem muita coisa feita.

Podemos citar como dois graves problemas atuais de nossa cidade a sua urbanização, e, a mobilidade urbana. Que medidas estão sendo tomadas para solucionar essas questões de maneira definitiva?

Lancei um programa chamado “Asfalta Manaus”, que vai recuperar 1.717 ruas na cidade. Fora isso, estamos contratando R$ 80 milhões em asfalto para abastecer os nossos 17 distritos de obra e adentrar nos bairros de Manaus fazendo a recuperação dessa infraestrutura. Estou contratando um empréstimo de R$ 470 milhões este ano ainda no Banco do Brasil para fazermos obras de infraestrutura com relação à viadutos, passagens de nível e alargamento de vias. Nós vamos fazer entre duas e três grandes obras de mobilidade urbana por ano. A meta é chegar a três, mas certamente duas serão feitas a cada ano, para que ao final de 4 anos nós possamos ter uma situação totalmente diferente daquilo que nós recebemos em janeiro de 2021.

Por que não existe uma passarela no lugar do sinal de trânsito para a travessia de pedestres em frente ao shopping na avenida Djalma Batista?

Estamos fazendo a mesma concepção aplicada em Singapura e na Cidade do México, onde iremos elevar o canteiro central para 1,3m e verticalizar os nossos jardins, utilizando as colunas de concreto dos nossos viadutos, fazendo com que as pessoas possam utilizar as passarelas. Aquele sinal nós vamos encerrar, inclusive naquele trecho existem duas passarelas que ninguém usa. Então nós vamos fazer com que as pessoas possam utilizar as passarelas até para melhorar a mobilidade urbana e a trafegabilidade, e ali não possa ser um ponto de parada do trânsito.

Quais são as metas socioeconômicas da Prefeitura de Manaus para os próximos 4 anos?

Nós precisamos fazer mais com menos. Eu recebi a Prefeitura em 2021 com um orçamento de R$ 1,4 bilhão menor do que aplicado em 2020. Diante desse cenário, no meio de uma pandemia, no meio de uma recessão econômica, você precisa otimizar os seus recursos e fazer mais com menos. Ainda assim, a Prefeitura paga hoje o maior auxílio para população carente do Brasil. São R$ 2.400,00 por família divididos em 12 parcelas mensais de R$ 200,00. Estamos pagando 26 mil cartões auxílio merenda para as famílias das crianças matriculadas nas escolas municipais. Pai que tem aluno na escola ganha R$ 150,00 por aluno, se ele tiver quatro filhos matriculados, são R$ 600,00.

Estou agora lançando o Bolsa Empreendedor, R$ 300,00 para 6 mil empreendedores entre camelôs, vendedores ambulantes que estão nas nossas galerias da Prefeitura. Serão aí também 6 mil pessoas com R$ 1,8 milhão que nós vamos dar de auxílio. Nós vamos fazer também 30 mil cartões de R$ 100,00 para cestas básicas, nós vamos dar um cartão para as pessoas comprarem os alimentos lá no seu mercadinho, no comercio do seu bairro, para que nós possamos movimentar fazendo com que essa economia possa girar.

Tudo isso nós estamos fazendo para que nós possamos otimizar os recursos e não deixar o dinheiro em caixa, fazendo com que esse dinheiro circule no comercio, nas mãos das pessoas, e possa assim aumentar a nossa arrecadação. Nossa meta é transformar a cidade de Manaus num lugar melhor para se viver.

Qual a principal lição que o combate à pandemia de Covid-19 vai deixar para Manaus e que oportunidades de melhoria na administração da cidade foram identificadas com essa experiência?

O que nós aprendemos com a pandemia é que os governantes que me antecederam nunca deram a prioridade necessária para o que era prioritário, a saúde. A Prefeitura que eu recebi tem a menor cobertura de atenção básica do Estado do Amazonas. A cidade de Manaus tem a menor cobertura de atenção básica, e tem os piores indicadores em tuberculose, hipertensão, obesidade, diabetes em comparação ao Brasil. Essa foi a prefeitura que eu herdei. O meu maior desafio é transformar isso depois de 4 anos, nos melhores indicadores, fazendo o que tem que ser prioridade, cuidar das pessoas e da saúde das pessoas. Eu quero cuidar de Manaus como um todo. Você vai aprender com a pandemia de que o essencial é dar qualidade de vida para as pessoas, é dar condições de atendimento, priorizar o que é prioridade, a vida das pessoas, e é isso que nós queremos fazer. Estou aprendendo com a pandemia que a saúde é o bem mais precioso da vida do ser humano, e nós vamos fazer com que essa cidade possa ter uma melhor condição no atendimento à saúde básica.

Como está o processo de compra da Vacina pelo Consórcio Nacional de Prefeitos?

No ano passado, na pandemia, as prefeituras e os governos de estado saíram de forma individual fazendo aquisição e compra de materiais e insumos. Muitas pagaram e não receberam. Quase todos os hospitais de campanha do Brasil tiveram problema de improbidade e/ou ação civil pública, e o consórcio veio exatamente para isso, para dar garantias e segurança jurídica para a aquisição no caso da Vacina. Nós temos um consórcio com quase 1.800 municípios aonde o Consórcio está negociando com laboratórios internacionais a aquisição de vacina a um preço menor com garantia de compra e recebimento do produto. Não adianta pagar e não receber. Então o consórcio vem dar essa segurança aos municípios, e Manaus está inserida nesse consórcio.

A compra já está autorizada pelo Congresso e Câmara Municipal, a Prefeitura tem recursos, porém não existe oferta de vacina. No Brasil por exemplo, a produção nacional vai atender a nossa demanda. Por que não temos vacina agora? Porque o Governo [Federal] não se antecipou.

Acontece que daqui a dois meses vamos ter 11 milhões de doses por semana, só de produção nacional. Então, em dois ou três meses vamos ter vacina suficiente para imunizar toda a população, porém muito atrás de outros países que saíram na frente com relação à vacina. O que vai nos salvar é a produção nacional.

Quem é David Almeida?

David Almeida é um cristão, político, Prefeito de Manaus. Alguém que tem compromisso com a cidade, apaixonado por Manaus. Quer fazer do seu mandato um sacerdócio para poder servir melhor a população e transformar a vida das pessoas que vivem nessa cidade.

Qual o seu maior sonho hoje?

Fazer de Manaus um lugar melhor para se viver.

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